Município Peso da Régua

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Paisagem
Ao mandar delimitar as vinhas do Vale do Douro com marcos de granito – Marcos de Feitoria – determinando as áreas de produção dos melhores vinhos, o Marquês de Pombal criou aqui a primeira região regulamentada do mundo. Esse foi o prelúdio da grande odisseia do vinho do Douro, com a consequente fixação das populações nas margens do rio. Homens e mulheres que continuam a dar o melhor de si a esta terra.
Quem viaja pelo Douro é atraído pela beleza e diversidade da paisagem, descobrindo, a cada curva desfeita, novas imagens e sensações. Cada telhado é abrigo de gente hospitaleira e cada janela aberta mostra uma paisagem com contrastes que impressionam.
Os socalcos, construídos graças à perseverança de homens que, durante gerações cavaram a rocha mãe, definem esta natureza. Considerada uma das mais grandiosas e belas paisagens vinhateiras do Mundo, o Douro apresenta-se como um anfiteatro gigante de xistos e videiras.
Dos miradouros de São Leonardo de Galafura e Santo António de Loureiro, pode ser admirada esta realidade, bem como o elemento principal deste cenário: o rio Douro.

 

Rio
Nasce na Serra de Urbión (Espanha) e tem uma extensão de cerca de 900km. Antes da construção das barragens o rio Douro era um rio de “mau navegar”, que foi sendo domesticado ao longo dos anos pela através da construção das barragens (a primeira barragem a ser construída foi a de Carrapatelo (1964-1971), a 2ª foi a de Bagaúste (1973), Valeira (1976), Pocinho (1983) e Crestuma-Lever (1985). Com a construção das barragens pretendeu-se controlar a força do rio e minimizar os prejuízos tantas vezes causados às populações ribeirinhas, sobretudo, durante os Invernos chuvosos.
Antes da construção das barragens, o rio era o principal meio de comunicação e de transporte do vinho da RDD para o entreposto de Gaia. Para tal, criou-se um barco específico, o Barco Rabelo (o nome deriva da forma do leme (rabo) comprido que apresenta (Espadela). Tem um fundo chato (liso), como as pranchas de surf, para ir ao sabor da corrente e devido aos baixos que existiam. Quando o barco ficava preso, os marinheiros recorriam aos remos ou à força de homens e animais (bois) para puxar o barco utilizando cordas (puxar o barco à sirga).
Para a travessia de uma margem para a outra do rio existiam as barcas de passagem, cujos lucros eram divididos para o bispo e para a rainha. Em 1847, a câmara solicitou à rainha que os lucros da barca fossem atribuídos à câmara uma vez que a câmara tinha as despesas de reparação da embarcação, sendo que este pedido foi negado. Decidiu-se então construir uma ponte (ponte de ferro inaugurada a 1864) que unisse as duas margens, acabando com as barcas e com as viagens incómodas e sujas que nela se faziam.
Sendo o rio Douro um rio de difícil navegação, em que os naufrágios eram frequentes, foram construídas capelas e ermidas nas margens junto aos pontos de difícil passagem, permitindo aos marinheiros apelarem à proteção divina para atravessarem esses pontos. Ex: Senhora da Ribeira, S. Leonardo de Galafura, S. Salvador do Mundo, etc…
A religiosidade do povo reguense e a fé em Nossa Senhora do Socorro, em honra de quem a festa da cidade é organizada, deriva da relação dos marinheiros com o rio Douro e da proteção divina que buscavam em horas de aflição.

 

Miradouro de Santo António
Ao subir, a paisagem contemplada é deslumbrante e aí se compreende Miguel Torga quando ao que a vista alcança chamou "doce mar de mosto". O miradouro do alto de Santo António é uma varanda sobre a Régua, de onde pode apreciar a imponência da paisagem, com marcada presença do que melhor distingue a cidade: a magnificência dos socalcos e o traço preponderante do rio Douro. 

 

Miradouro de S. Leonardo de Galafura
Este é considerado um dos miradouros mais bonitos de toda a região duriense. Era daqui que Miguel Torga mergulhava no rio e se embrenhava na paisagem magnânima deste "Doiro sublimado", a quem num dos seus "Diários" chamou de "excesso de natureza". Sobre uma pedra está registado um excerto da obra daquele que é considerado um dos maiores escritores portugueses do século passado, na qual o Douro é uma presença constante.
Deste lugar contam-se lendas e histórias, que aumentam o encanto destas paragens, um dos lugares mais belos do concelho reguense, paragem obrigatória para quem visita o Douro.

 

Parque das Caldas de Moledo  
O Parque Termal das Caldas do Moledo, situado a 5km da cidade da Régua, em direção ao Porto, oferece-se como um local de repouso, onde o ambiente de calma, leva as pessoas a um descanso salutar.

 

Zona Ribeirinha
A zona ribeirinha do Peso da Régua conta com o Douro enquanto valor ambiental, paisagístico e meio de acessibilidade e assume-se como a porta de entrada na Região do Douro. Reúne condições de procura turística e de lazer excecionais. Possui um elevado interesse patrimonial, estando classificada como Património Mundial pela UNESCO.
A zona ribeirinha é um elemento identificador da história deste território e das suas gentes. Desde sempre ligada ao desenvolvimento local, afirmando-se o Cais da Régua como o principal ao longo da via navegável em território português.